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COVID-19: Pós-Pandemia,
convivendo com a endemia

Lições da Pandemia e Hesitação Vacinal

Participantes: Prof. Dr. Marco Sáfadi e Dr. Renato Kfouri

Os anos de pandemia trouxeram aprendizados profundos não apenas do ponto de vista científico, mas também operacional e social. O desenvolvimento acelerado de vacinas, a organização de campanhas em larga escala e a mobilização de recursos globais mostraram o poder da ciência e da cooperação internacional. Entretanto, também emergiram desafios significativos, entre eles a hesitação vacinal, intensificada pela desinformação e pela polarização social durante o período de pandemia. A hesitação vacinal não é um fenômeno novo, mas a pandemia evidenciou sua magnitude e impacto sobre a saúde pública. Apesar da disponibilidade de vacinas seguras e eficazes, parcelas expressivas da população resistiram à imunização, contribuindo para maior prolongamento da transmissão viral e sobrecarga dos sistemas de saúde. Pesquisas recentes mostram que fatores como medo de efeitos adversos, desconfiança nas autoridades, excesso de informações conflitantes e circulação de notícias falsas figuram entre as principais causas dessa resistência. Do ponto de vista clínico, enfrentar a hesitação vacinal exige estratégias centradas no paciente. A escuta ativa, a empatia e a valorização das preocupações expressas são etapas fundamentais para construir confiança e pavimentar uma relação positiva. Mostrar dados concretos de segurança e efetividade, usar exemplos próximos da realidade do paciente e reforçar mensagens do impacto da vacinação e da proteção coletiva são práticas que têm se mostrado eficazes. Além disso, é essencial que os profissionais de saúde mantenham o tema em pauta: cada consulta é uma oportunidade de discutir prevenção e reforçar a importância das vacinas. Entre as lições aprendidas, destaca-se que a imunização vai muito além da proteção individual: é um instrumento de saúde coletiva capaz de reduzir drasticamente hospitalizações e mortes. Incorporar a vacinação contra a COVID-19 como prática de rotina para grupos prioritários e combater de forma ativa a desinformação são tarefas contínuas que exigem engajamento conjunto de médicos, sociedades científicas e gestores de saúde. Neste vídeo, moderado pelo Dr. Marco Sáfadi, o Dr. Renato Kfouri abordará lições aprendidas durante a pandemia de COVID-19, incluindo a questão da hesitação vacinal e estratégias de comunicação efetivas sobre os benefícios da imunização, em um cenário de desinformação.

Referências bibliográficas:

  1. Rahman I. et al. Willingness to COVID-19 vaccination: Empirical evidence from EU. Heliyon. 2023;9:1−13.
  2. Rustom A., Halloran M. Transition to endemicity: Understanding COVID-19. Immunity. 2021;54:2172−2176.
  3. Chung Y-S. et al. Comprehensive Review of COVID-19: Epidemiology, Pathogenesis, Advancement in Diagnostic and Detection Techniques, and Post-Pandemic Treatment Strategies. Int J Mol Sci. 2024;25:8155.
  4. Watson O. et al. Global impact of the first year of COVID-19 vaccination: a mathematical modelling study. Lancet. 2022;22:1293−1302.
  5. Spinardi J, et al. Narrative Review of the Evolution of COVID-19 Vaccination Recommendations in Countries in Latin America, Africa and the Middle East, and Asia. Infect Dis Ther. 2023 May;12(5):1237−1264.

  1. No contexto da hesitação vacinal durante e após a pandemia de COVID-19, qual abordagem melhor reflete uma prática centrada no paciente e baseada em evidências?

  1. Qual estratégia prática é mais eficaz para aumentar a adesão vacinal em um serviço ambulatorial com alta hesitação entre famílias?

Participantes

COORDENADOR CIENTÍFICO E MODERADOR

Prof. Dr. Marco Aurélio Sáfadi
Diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria

ESPECIALISTA

Dr. Renato Kfouri Pediatra Infectologista, Membro da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações do Ministério da Saúde Membro do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria

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Prof. Dr. Daniel Jarovsky
Prof. Dr. Otávio Rizzi Coelho Filho

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Moderador: Prof. Dr. Marco Sáfadi
Profa. Dra. Cecilia Roteli-Martins
Profa. Dra. Rosemeri Maurici

Conclusão

Coordenador científico: Prof. Dr. Marco Sáfadi

As opiniões e pontos de vista expressos não representam necessariamente a visão da Medscape, seus editores, consultores ou anunciantes.

Resposta incorreta

Resposta correta: C
Justificativa: O texto de conclusão propõe comunicação centrada no paciente para enfrentar hesitação: recomendação médica forte, escuta qualificada, apresentação de evidências e oportunidade (coadministração e registro no ato). Postura neutra (A) e delegação passiva (B) reduzem adesão; apelos ao medo (D) pioram confiança e podem aumentar resistência.

Resposta incorreta

Resposta correta: C
Justificativa: A vacinação materna visa proteger o lactente, e deve ser administrada durante a gestação para permitir transferência transplacentária adequada de anticorpos. Assim, vacinar já às 29 semanas está dentro da janela programática e antecipa proteção do recém-nascido no início da vida.

Resposta incorreta

Resposta correta: C
Justificativa: Em adultos/idosos de alto risco que já receberam PCV13 + PPV23, a opção de uso da PCV20 fornece valência ampliada exatamente sobre os sorotipos emergentes (p. ex., 22F/33F/8) e mantém a vantagem T-dependente dos conjugados. Como o intervalo desde a última pneumocócica é >1 ano, não há restrição temporal. Em cenários atuais, não se recomenda rotineiramente nova PPV23 após PCV20, o que também simplifica o esquema. As opções A e D geram complexidade e reatogenicidade extras com ganho incerto; a B perde a oportunidade de ampliar proteção frente ao perfil epidemiológico de sorotipos prevalentes no local.

Resposta incorreta

Resposta correta: C
Justificativa: Intervenções multicomponentes (oferta ativa e oportunística, recuperação de faltosos com lembretes, recomendação clara do profissional e redução de barreiras logísticas) superam ações isoladas e aumentam consistentemente a cobertura.

Resposta incorreta

Resposta correta: D
Justificativa: Em adultos e idosos, os eixos influenza, pneumococo, VSR, COVID-19 e zóster concentram o maior potencial de reduzir hospitalizações, complicações e óbitos, com dTpa (tétano/difteria/coqueluche) e hepatites como estratégias transversais conforme risco clínico/ocupacional. Essas prioridades estão alinhadas ao enfoque de curso de vida e às recomendações de calendários de adultos/idosos, porque se concentram nas infecções que mais geram carga de doença grave nessas faixas etárias e para as quais há vacinas com efetividade comprovada disponíveis em cenários do mundo real.

Resposta incorreta

Resposta correta: B
Justificativa: A recomendação da abordagem oportunística, com avaliação da carteira e oferta de vacinas em todo contato assistencial, ajustando sazonalidade e reforços às diretrizes, é sustentada por evidências de efetividade programática: A OMS (IA2030) e a OPAS orientam reduzir oportunidades perdidas de vacinação, instituindo checagem sistemática em cada encontro e oferta ativa de doses pendentes; essa estratégia é central no modelo de vacinação ao longo da vida e integra pontos de contato em atenção primária, consultas por intercorrências e hospital/ambulatórios. A alternativa B também garante conformidade com calendários nacionais (PNI) e sociedades científicas (p.ex., SBP, SBI, SBIm), que organizam reforços e sazonalidade no cuidado rotineiro.

Resposta incorreta

Resposta correta: B
Justificativa: Em idade ≥75 anos com comorbidades, a oportunidade é crítica. Levando em conta a sazonalidade dos vírus VSR e influenza, a coadministração é aceitável e otimiza cobertura; pode aumentar reatogenicidade, mas sem perda clínica relevante de efetividade.

Resposta incorreta

Resposta correta: C
Justificativa: A vacinação pneumocócica está associada à redução de hospitalizações por pneumonia, mortalidade geral e eventos cardiovasculares em idosos. Estudos de coorte e meta-análises mostram que idosos vacinados com PCV13 ou PPSV23 apresentam menor risco de hospitalização por pneumonia e redução significativa de mortalidade por todas as causas, além de menor incidência de infarto agudo do miocárdio. A justificativa biológica para esse efeito inclui a prevenção da descompensação inflamatória sistêmica desencadeada pela pneumonia, que pode precipitar eventos cardiovasculares agudos, como ruptura de placas ateroscleróticas e arritmias.

Resposta incorreta

Resposta correta: D
Justificativa: Integrar evidências locais de carga de doença e epidemiologia (como sorotipos e sazonalidade), recomendações independentes do Grupo Técnico Assessor Nacional de Imunização (NITAG), e alinhar-se para expandir plataformas de imunização além do primeiro ano de vida, permite maximizar o impacto populacional, garantir relevância epidemiológica e promover equidade na cobertura vacinal. Opções A, B e D ignoram esses pilares.

Resposta correta

Resposta incorreta

Resposta correta: B
Justificativa: Estratégias centradas no paciente — escuta ativa, empatia e validação das preocupações — aliadas à apresentação de dados claros e exemplos práticos, aumentam a confiança e a adesão, além de manter a vacinação como tema recorrente nas consultas

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