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A mensagem que permeou este programa é simples e poderosa: vacinar ao longo de toda a vida salva vidas — e cabe a nós transformarmos essa visão em rotina clínica, com processos claros e oportunidades em cada contato assistencial. Em pediatria, vimos como as vacinas pneumocócicas conjugadas (PCVs) impactaram nas taxas de doença por sorotipos vacinais e geraram proteção indireta para outras idades; também aprendemos que a substituição de sorotipos exige vigilância ativa e valências ampliadas para preservar o impacto populacional e individual, especialmente em idosos e pessoas com comorbidades.
Nos extremos da vida, o vírus sincicial respiratório (VSR) ilustra bem a lógica da rotina: proteger o lactente via vacinação materna e/ou uso de anticorpos monoclonais, e reduzir hospitalizações e outros desfechos de doença em idosos com vacinas — estratégias que já demonstraram efetividade de mundo real e perfil de segurança favorável, devendo ser oferecidas sazonalmente e de forma oportunística (cada consulta conta).
A experiência recente com COVID-19 consolidou outro pilar: a necessidade de adaptação periódica de formulações (modelo sazonal) para manter proteção contra formas graves nas populações de maior risco, alavancando plataformas tecnológicas flexíveis como mRNA e mantendo a conversa atualizada com nossos pacientes.
Colocar tudo isso em prática diária requer processo, não apenas intenção. Transformar vacinação em rotina implica ir além do primeiro ano de vida, fortalecendo plataformas para adolescentes, adultos, gestantes e idosos, integrando imunização a outros serviços essenciais (atenção primária, escolas, trabalho) e reduzindo oportunidades perdidas por meio de checagem sistemática, políticas de catch-up e uso de registros domiciliares/eletrônicos ao longo do curso da vida. Isso requer evidência local de carga de doença, alinhamento de comitês nacionais e independentes que assessoram tecnicamente os Ministérios da Saúde sobre vacinas e programas de imunização (NITAGs – Grupos Consultivos Técnicos Nacional de Imunizações), coordenação intersetorial e financiamento estável para sustentar coberturas altas e equitativas — um passo-chave para “não deixar ninguém para trás” na década. Cinco movimentos tornam a vacinação uma rotina efetiva:
Referências bibliográficas:
Participante
COORDENADOR CIENTÍFICO E MODERADOR
Prof. Dr. Marco Aurélio Sáfadi
Diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria
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Moderador: Prof. Dr. Marco Sáfadi
Profa. Dra. Cecilia Roteli-Martins
Profa. Dra. Rosemeri Maurici
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